O que é: HDR, HDR10, HDR10+, Quantum HDR e Dolby Vision? E quais as suas variantes?

O que é: HDR, HDR10, HDR10+, Advanced HDR, SDR, HLG, Dolby Vision? Afinal de contas, o que significa toda essa sopa de letrinhas? E, além disso, por que isso é tão importante de analisar na hora de comprar uma nova smart TV ou Monitor? Nesse artigo vamos desvendar o mundo do padrão HDR. Uma tecnologia que veio pra ficar e marcar presença em todo dispositivo de tela.

Aliás, nós temos a certeza de que ao final dessa leitura, você nunca mais vai se assustar com todas essas nomenclaturas e melhor do que isso, vai estar preparado para as compras. Vamos lá!

1) O que é HDR?

O HDR é uma nomenclatura em inglês para High Dynamic Range e que traduzindo para o português significa Alto Alcance Dinâmico ou simplesmente Grande Alcance Dinâmico.

Ele é uma tecnologia de aprimoramento de imagens e tem por objetivo reproduzi-las extraindo o máximo das cores, dos níveis de brilho, das taxas de contraste e também a riqueza dos detalhes. A grande ideia por trás do HDR é capturar e reproduzir imagens com a mesma fidelidade de como nós enxergamos as coisas no mundo real.

Infográfico modular sobre fundo de concreto, demonstrando o Alcance Dinâmico e Nits. Quatro colunas comparam a mesma paisagem em 0 nits, SDR, HDR e 10.000 nits+, usando ícones de lâmpadas para ilustrar o brilho.
Entenda os Nits e o Alcance Dinâmico na prática, com o comparativo de luz (Nits) e detalhes em sombras e realces da mesma paisagem.

Antes, as imagens capturadas e reproduzidas em dispositivos como TVs, monitores e filmadoras não exibiam todos os detalhes de: sombras, iluminação e cores reais. Contudo, graças ao avanço e a popularização do cinema, da fotografia e da televisão, os produtores de conteúdo passaram a se dedicar mais à entrega de uma qualidade audiovisual superior.

Entendendo o conceito HDR

O High Dynamic Range não é uma tecnologia recente. Na verdade, alguns fabricantes de câmeras fotográficas e filmadoras já exploram esse recurso há muitos anos. O próprio cinema utiliza o HDR há bastante tempo, o que explica por que os filmes em uma sala de cinema têm uma qualidade que não se encontrava fora desse ambiente até pouco tempo atrás.

O desenvolvimento do HDR ocorreu porque profissionais da fotografia e do cinema sempre buscaram uma técnica capaz de equilibrar satisfatoriamente a iluminação, o brilho e o contraste. Afinal, os objetos não têm o mesmo brilho nem estão nas mesmas profundidades do campo e ângulo de visão.

Além disso, as cores apresentam tonalidades diferentes, e a baixa ou alta luminosidade interfere na exibição de pequenos detalhes que podem fazer toda a diferença.

No entanto, o HDR só oferece o resultado esperado quando o conteúdo é capturado e reproduzido usando essa tecnologia. Portanto, é essencial primeiro capturar a imagem em HDR e depois reproduzi-la em um dispositivo compatível com essa função.

Por essa razão, dispositivos de reprodução de imagem, como TVs e monitores, por muito tempo não conseguiam reproduzir imagens em alta qualidade com fidelidade de cores e brilho. Essa limitação tecnológica impediu o pleno aproveitamento do HDR, pois não adiantava capturar imagens com essa técnica se os dispositivos não eram compatíveis.

Contudo, isso ficou no passado. Com os avanços tecnológicos, recentemente entramos na era dos dispositivos 4K e das telas grandes. O cinema literalmente “veio para dentro de nossas casas”. É por isso que o conceito de HDR explodiu na maioria dos equipamentos atuais e a tendência é ampliar ainda mais.

Infográfico modular comparando profundidade de cores em 8-bit, 10-bit e 12-bit, ilustrando o efeito de banding (degraus) no degradê do céu, usando ícones de paletas de cores para ilustrar a profundidade cromática.
A profundidade de cores (bits) determina a suavidade das transições cromáticas, de milhões de cores no SDR até bilhões no Dolby Vision.

Como funciona a tecnologia?

Antes de tudo, é importante mencionar que as TVs mais antigas, como as televisões de tubo, utilizavam o padrão SDR (Standard Dynamic Range), que, em tradução livre, significa Alcance Dinâmico Padrão.

O SDR funciona de maneira diferente e até pode ser considerado uma evolução para o HDR. O SDR ainda está presente em alguns dispositivos atuais, especialmente os que oferecem resoluções mais baixas, como HD (1366 x 768 px).

No SDR, a intensidade de brilho varia entre 100 e 200 nits (unidade de medida para luminância). Já o HDR pode alcançar uma taxa muito maior, entre 1000 e 2000 nits, representando um salto significativo.

No padrão SDR, a imagem tem uma proporção menor entre os pontos mais claros e escuros, e a luz de fundo é pouco explorada. Como resultado, a reprodução da imagem oferece cores em tons mais uniformes, com menos nuances.

Devido a isso, a fidelidade de cores no sistema SDR não é satisfatória. No HDR, por outro lado, o conteúdo visual é muito mais explorado.

Para que o HDR funcione corretamente, o conteúdo e o dispositivo precisam ser compatíveis com a tecnologia. O HDR utiliza “metadados” para ajustar a imagem adequadamente.

Metadados podem ser entendidos como a linguagem de comunicação entre a imagem e o monitor. Essas instruções são essenciais para melhorar a qualidade exibida na tela.

Além disso, os dispositivos mais modernos, equipados com inteligência artificial, podem gerenciar esses metadados de maneira ainda melhor, tornando a função HDR mais precisa do que em equipamentos comuns.

A resolução da tela e o tipo de painel interferem no HDR?

É interessante observar como o tipo de painel e a resolução do dispositivo influenciam a qualidade da imagem.

As tecnologias de painéis mais avançadas atualmente, como OLED, OLED evo (ambas da LG), QD-OLED (Samsung), QLED (Samsung, TCL e outras), Neo QLED (exclusivo da Samsung), NanoCell e QNED (ambas da LG), oferecem um HDR mais perceptível e em alguns casos quase impecável.

Em contrapartida, os tradicionais painéis LED, que já são considerados “inferiores” em comparação com essas tecnologias, normalmente não apresentam o mesmo desempenho em HDR. Embora ainda façam diferença, especialmente em alguns modelos da Philips, a qualidade fica um pouco abaixo.

A resolução da tela também é crucial. Com a chegada das TVs 4K, o HDR se tornou praticamente obrigatório para aproveitar ao máximo essa resolução.

Já os dispositivos com resolução HD (1366 x 768 px) geralmente não são compatíveis com HDR e portanto usam o padrão SDR. Alguns aparelhos modernos com a resolução Full HD (1920 x 1080 px) podem oferecer High Dynamic Range, mas o resultado não se compara ao dos aparelhos 4K.

E quanto às TVs 8K?

Bem na verdade, elas, em tese, são as que mais tiram proveito do HDR. No entanto, o problema é que quase não há conteúdo nativo em 8K, o que significa que essa resolução ainda não está sendo totalmente explorada. Todavia, isso é uma questão de tempo.

Infográfico técnico comparando metadados estáticos (HDR10) versus metadados dinâmicos (Dolby Vision/HDR10+). Mostra duas colunas com ícones e explicações. A esquerda ilustra o HDR10 com uma única configuração fixa e resultado de imagem comprometida. A direita ilustra o Dolby Vision e o HDR10+ com ajustes quadro a quadro para otimização instantânea de brilho e contraste em diferentes cenas, resultando em imagem perfeita.
Entenda a diferença técnica: enquanto o HDR10 usa metadados estáticos com uma única configuração para o filme inteiro, o Dolby Vision e o HDR10+ utilizam metadados dinâmicos para ajustar instantaneamente a imagem quadro a quadro, otimizando cenas escuras e claras.

 

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2) Quais são os tipos de HDR existentes?

Agora que já conhecemos a tecnologia High Dynamic Range, sua origem e evolução, entendemos por que ela é essencial em equipamentos modernos de alta resolução. É hora de esclarecer a “sopa de letrinhas” associada ao HDR. Afinal, por que existem tantas nomenclaturas? E realmente há diferenças entre elas?

Embora o HDR seja uma tecnologia única, as fabricantes competem para oferecer a melhor performance dessa funcionalidade. Por isso, surgiram no mercado diferentes variantes do HDR. Vamos explorar cada uma delas.

O que é HDR10?

O HDR10 é um formato de código aberto, o que significa que qualquer fabricante pode adicionar essa tecnologia aos seus dispositivos e configurá-la conforme suas necessidades.

Esse padrão HDR foi desenvolvido em parceria entre as gigantes Sony e Samsung. Uma grande vantagem do HDR10 é que, por ser de código aberto, sua inclusão nos equipamentos não aumenta o custo final.

O HDR10 oferece uma taxa de brilho de 1.000 nits e uma profundidade de cores de 10 bits. Com efeito, um erro comum é acreditar que ele é limitado a 1.000 nits.

Bem na verdade, o padrão técnico suporta até 10.000 nits, embora a maioria dos conteúdos atuais seja masterizada entre 1.000 e 4.000 nits. Isso ocorre porque o HDR10 utiliza metadados estáticos (fixos), o que significa que ele define o brilho médio para o filme inteiro, do início ao fim.

Embora o HDR10 melhore significativamente a qualidade da imagem, ele ainda fica atrás de outros formatos HDR.

O que é HDR10+?

O HDR10+ é a evolução do HDR10, criado para competir com a tecnologia Dolby Vision, atualmente o formato HDR mais avançado.

A principal desvantagem do HDR10 é a falta de mapeamento dinâmico de tons, pois ele usa metadados estáticos. Isso pode afetar a transição de cenas, mesmo melhorando a qualidade geral da imagem.

O HDR10+ resolve esse problema utilizando metadados dinâmicos. Assim sendo, desenvolvido em parceria entre Samsung e Amazon, ele mantém os mesmos 1.000 nits de brilho e profundidade de cores de 10 bits do HDR10. No entanto, por essa razão, o HDR10+ ainda não alcança o nível da tecnologia Dolby Vision, que oferece desempenho superior.

O que é HLG?

A sigla HLG significa Hybrid Log Gamma, que em português é Registro de Gama Híbrido. Esse tipo de HDR híbrido é pouco usado no Brasil e foi criado por um acordo de produção entre as emissoras: a britânica BBC e a japonesa NHK.

O HLG tem como objetivo proporcionar uma qualidade de imagem superior em transmissões ao vivo, o que o diferencia dos serviços de streaming de vídeo e outros conteúdos de TV.

O HLG não utiliza metadados para calcular o brilho, o que permite seu funcionamento em equipamentos que utilizam SDR. Isso significa que o conteúdo em formato HDR pode ser exibido em alguns dispositivos SDR. No entanto, dispositivos mais antigos podem não ser compatíveis com o HLG.

Em termos de qualidade, o HLG é inferior a todos os demais padrões HDR.

O que é Advanced HDR?

Esse formato HDR foi desenvolvido pela empresa Technicolor, que é atuante em cores desde a época da fotografia e filmes em rolo. E esse sistema fornece três tipos de padrão High Dynamic Range:

  • SL-HDR1: É o formato mais básico e do mesmo modo que o HLG, é compatível com dispositivos SDR.
  • SL-HDR2: Esse padrão HDR se aproxima bastante dos formatos HDR10+ e Dolby Vision. Provavelmente, porque ele conta com metadados dinâmicos.
  • SL-HDR3: Este parece ser uma versão melhorada do SL-HDR1. A ideia é ser híbrido igual o HLG, porém com metadados dinâmicos.

O que é Dolby Vision?

O Dolby Vision é um formato proprietário da Dolby Laboratories e, atualmente, detém o posto de padrão HDR mais sofisticado do mercado.

Diferentemente de outros formatos, sua principal vantagem técnica reside na profundidade de cor de 12 bits. Enquanto os padrões HDR10 e HDR10+ exibem cerca de 1 bilhão de cores (10 bits), o Dolby Vision processa impressionantes 68 bilhões de tons. Como resultado, a transição entre as cores é muito mais suave, eliminando aquele efeito de “degraus” (color banding) em imagens de céus ou sombras.

No que diz respeito ao brilho, o Dolby Vision foi projetado para suportar até 10.000 nits. Embora o padrão HDR10 também suporte tecnicamente essa marca, a maioria absoluta dos conteúdos para ele é masterizada em apenas 1.000 nits. Dessa forma, o Dolby Vision frequentemente entrega picos de luminosidade superiores e mais controlados na prática.

Além disso, o grande diferencial que compartilha com o HDR10+ são os metadados dinâmicos. Em outras palavras, esses formatos corrigem o brilho, o contraste e a cor quadro a quadro. Assim, se uma cena de suspense em um beco escuro é seguida por uma explosão solar, a TV calibra os parâmetros instantaneamente para garantir que nenhum detalhe seja perdido em ambos os extremos.

Por outro lado, a tecnologia Dolby Vision é a mais cara para o mercado, visto que os fabricantes precisam pagar pelo licenciamento da tecnologia. Por isso, marcas como a Samsung optam por utilizar o HDR10+ (que é um padrão aberto e gratuito), enquanto outras fabricantes acabam repassando o custo da licença para o preço final do produto.

O que é Dolby Vision IQ?

A Dolby Laboratories aprimorou seu Dolby Vision com a versão IQ.

Na prática, o Dolby Vision IQ traz uma inovação ao permitir ajustes automáticos conforme a luz ambiente. Utilizando o sensor de iluminação das smart TVs modernas, ele detecta os níveis de luminosidade do ambiente e ajusta o conteúdo Dolby Vision para torná-lo ainda mais preciso.

Dessa forma, se você estiver assistindo a um filme em uma sala muito clara, a TV compensa o brilho automaticamente para que você não perca nenhum detalhe nas sombras.

HDR Inteligente (o HDR na era da IA)

Atualmente, não basta apenas ter um alto alcance dinâmico; é preciso também inteligência. Tecnologias como o Dolby Vision IQ e o HDR10+ Adaptive além de utilizarem o sensor de luminosidade da sua Smart TV para ajustar a imagem conforme a luz do ambiente, fazem isso com auxílio de inteligência artificial.

O resultado é ainda mais surpreendente.

Infográfico de tabela técnica comparativa dos formatos HDR10, HDR10+, Dolby Vision e HLG. A tabela detalha metadados, profundidade de bits, pico de brilho e aplicações principais de cada tecnologia.
Tabela comparativa dos principais formatos de HDR. Entenda de forma rápida as diferenças técnicas entre HDR10, HDR10+, Dolby Vision e o padrão HLG para transmissões.

 

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3) Quais as variantes exclusivas de HDR?

Os principais fabricantes de telas estão constantemente desenvolvendo alternativas próprias para melhorar a qualidade de seus produtos e aprimorar tecnologias existentes, visando proporcionar um melhor desempenho.

Assim, é comum encontrarmos nas especificações técnicas de smart TVs, monitores, entre outros, algumas variantes exclusivas do HDR. Vamos explicar rapidamente as mais conhecidas no mercado.

O que é HDR Adaptativo?

A Samsung lançou a variante HDR Adaptativo especialmente para suas smart TVs da linha QLED a partir de 2020. Esse recurso utiliza inteligência artificial para adaptar as configurações de HDR conforme a cena que está sendo exibida, proporcionando uma experiência de visualização otimizada.

O que é HDR Brightness Optimizer (Samsung)?

Esse recurso desenvolvido pela Samsung visa otimizar a renderização de fontes HDR em relação ao brilho ambiente. Ele ajusta automaticamente o nível de brilho da tela e das cores conforme a iluminação da sala, garantindo assim a preservação do alto nível de detalhes proporcionado por fontes que oferecem uma faixa dinâmica estendida.

Durante o dia, por exemplo, o brilho é aumentado para lidar com a iluminação intensa, enquanto à noite, quando a luz ambiente é reduzida, o brilho é diminuído. Um sensor integrado na moldura da TV mede continuamente o nível de iluminação ambiente, e esses dados são analisados pelo processador para ajustar as configurações conforme necessário.

O que é HDR10 Pro (LG)?

Primeiramente, o recurso HDR10 Pro desenvolvido pela LG não é exatamente um tipo de HDR. Na verdade, ele utiliza uma tecnologia chamada DTM, ou Dynamic Tone Mapping, que significa Mapeamento Dinâmico de Tons em português.

Apesar de não ser um tipo de HDR, o DTM é uma técnica para aprimorar a qualidade de imagem e está intimamente relacionado ao HDR. Ele é utilizado para tornar as imagens HDR mais nítidas e cheias de detalhes.

Em segundo lugar, a LG implementou essa tecnologia de mapeamento dinâmico de tons pela primeira vez em sua série de smart TVs OLED de linha 2017. O objetivo era resolver o desafio dos picos de luminância reais em seu painel OLED ao exibir conteúdos HDR.

Na época, a maioria dos conteúdos HDR, especialmente filmes, tinham picos de luminância em torno de 4000 nits. No entanto, o painel OLED da LG não conseguia atingir esse nível de brilho.

Portanto, a LG adotou o DTM como uma solução para ajustar o mapeamento de tons e compensar a limitação de luminância do seu painel OLED. Mesmo com o avanço atual de sua tecnologia OLED evo, a marca continua a utilizar esse recurso em suas TVs.

O que é HDR Remastering?

A Samsung desenvolveu essa variante exclusiva de HDR, que foi apresentada no Brasil com a linha 2024 de smart TVs da família Neo QLED.

Essa tecnologia tem como objetivo melhorar significativamente conteúdos nativos em SDR para HDR, utilizando inteligência artificial em tempo real. Estamos ansiosos para ver se isso realmente funciona bem, sem comprometer a qualidade da imagem.

O que é Quantum HDR e seus derivados?

Não se assuste se encontrar as seguintes nomenclaturas, especialmente em TVs da Samsung:

  1. Quantum HDR
  2. Neo Quantum HDR
  3. Neo Quantum HDR+
  4. Neo Quantum HDR 8K
  5. Neo Quantum HDR 8K+
  6. Neo Quantum HDR 8K Pro
  7. OLED HDR+

 

Recentemente, a Samsung implementou novas variações de HDR em algumas TVs de resolução 4K e 8K, utilizando as tecnologias QLED, Neo QLED e QD-OLED. No entanto, a fabricante não detalha exatamente como esses tipos exclusivos de HDR funcionam.

Sabemos com precisão somente que o Quantum HDR se refere a televisores com tela QLED compatíveis com a tecnologia HDR.

Portanto, podemos concluir que esses HDR exclusivos da Samsung estão cuidadosamente calibrados para proporcionar o melhor desempenho possível, de acordo com a resolução, retroiluminação e o tipo de painel da TV.

 

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4) Considerações importantes sobre HDR

Se você chegou até aqui, certamente já aprendeu e entendeu tudo o que precisava sobre essa importante tecnologia. Agora, sem dúvida, você estará atento a essa especificação técnica ao comprar sua próxima smart TV, monitor, smartphone, tablet ou até mesmo notebook.

Infográfico técnico sobre o HDR Inteligente. Ele compara a mesma cena HDR de uma caverna em uma sala clara (com brilho e sombras otimizados) versus uma sala escura (com contraste e fidelidade de cores preservados).
O HDR Inteligente (Dolby Vision IQ / HDR10+ Adaptive) une os metadados dinâmicos ao sensor de luz ambiente da TV para ajustar a imagem quadro a quadro. Veja como a mesma cena se adapta para oferecer clareza em uma sala clara e fidelidade absoluta em um cinema escuro.

Por fim, vamos as considerações finais que também são importantes e complementam todo o conteúdo apresentado aqui.

Conteúdos em HDR

Como mencionamos anteriormente, a tecnologia High Dynamic Range é uma via de mão dupla: é necessário capturar as imagens com o recurso e reproduzi-las em dispositivos compatíveis.

Com os avanços recentes nas telas e nos serviços de entretenimento digital, os conteúdos em HDR estão sendo cada vez mais explorados.

Serviços de streaming populares como Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV, Disney+, HBO, Telecine e YouTube já oferecem diversos conteúdos em HDR em suas plataformas.

Estúdios de cinema como Warner Bros, 20th Century Fox, Universal e Paramount Pictures também utilizam essa tecnologia há algum tempo.

No mundo dos games, fabricantes de consoles como Xbox e Playstation já implementaram o HDR.

Por exemplo, o Xbox Series S suporta HDR10, enquanto o Xbox Series X oferece suporte a HDR10, HDR10+ e Dolby Vision.

Por fim, o Playstation 5 é compatível com HDR10 e HDR10+.

Dispositivos com HDR

Atualmente, a maioria absoluta das smart TVs é compatível com algum padrão HDR. Recomendamos prestar atenção na hora de comprar uma nova TV, pois não vale mais a pena adquirir um modelo que não ofereça esse suporte, especialmente se ela tiver resolução 4K.

Notebooks e monitores para jogos ou uso profissional estão começando a oferecer esse suporte com mais frequência. Smartphones e tablets também estão adotando esse recurso, com os modelos “top de linha” apresentando compatibilidade tanto na tela (reprodução) quanto na câmera (captura de imagem).

Além disso, equipamentos profissionais de captura de imagens, como câmeras e filmadoras, utilizam amplamente o HDR para proporcionar a melhor qualidade possível.

Inteligência Artificial no HDR

Para concluir este artigo, é importante mencionar alguns termos que você pode encontrar. Com o uso crescente da inteligência artificial em equipamentos modernos, os fabricantes costumam promover seus recursos com novos nomes.

Por exemplo, em câmeras fotográficas ou smartphones, é comum ver termos como HDR inteligente ou HDR automático. Esses termos indicam que o recurso HDR do dispositivo está sendo gerenciado por inteligência artificial para um melhor aproveitamento.

Além disso, como já mencionamos, é cada vez mais comum que as marcas adotem nomes específicos para seu HDR como estratégia de marketing. No entanto, no fim das contas, trata-se apenas de um dos tipos de High Dynamic Range existentes sendo implementado no produto.

 

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